Quando aqui cheguei, ha' um mes, a temperatura era de uns 30 graus durante o dia, mas nao chovia ou ventava.
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Por causa da chuva, muitas vezes fico preso em casa, porque, mesmo se eu usar um guarda-chuva ou um poncho (e possuo ambos), vou acabar por molhar os pes e a parte inferior da calca. Aguentar o ar-condicionado geladissimo daqui, estando mesmo apenas parcialmente molhado e' simplesmente impensavel. Quase todas as pessoas que conheci aqui (especialmente os estrangeiros) ficaram doentes (gripe, resfriado, dor-de-garganta, etc...). Tenho sido um dos poucos a escapar ileso. :P
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A CAPES ja' me enviou a primeira parcela do dinheiro: 1850 dolares. O estranho foi que a Rachel, a primeira a receber, recebeu 1950; Arua, o segundo, recebeu 1920. Pelo andar da carruagem, a esquecida Hanna quando, e se receber, recebera' apenas uns 1000 dolares. :D
Espero que, no pagamento final, eles acertem isso.
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Nessa semana tive que ir duas vezes ao Health Center, o posto de saude da universidade. De acordo com a lei estadual, os doentes tem apenas 5 semanas para contaminar as pessoas saudaveis impunemente. Depois disso, tem que provar que nao sao doentes ou serao excluidos das aulas. Exceto das aulas noturnas (nao me perguntem o porque).
Entao fui finalmente levar meu historico de vacinacao, tomei duas vacinas e fiz o teste de tuberculose. Dois dias depois, la' voltei para que "lessem" no meu braco o resultado (negativo) do teste.
Mesmo possuindo o plano de saude da universidade, gastei 26 dolares. 10 por cada injecao e 6 pelo teste. Esse foi o lado ruim. O lado bom e' que e' mais facil ser atendido aqui (porque nao ha' fila) do que no Hospital Universitario da UFSC. :o
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Outra coisa que tem tomado meu tempo e' que tenho passado mais tempo interagindo com outras pessoas. Tenho passado bastante tempo no Witherspoon Hall (a residencia usual dos estudantes estrangeiros), conversando nao apenas com Arua e Hanna, mas especialmente com:
- Danilo, 18, um equatoriano-estadunidense que fala alemao, mas tem as ciencias exatas como area de estudos e adora "tentar" falar portugues.

- Jackie, 20, a australiana que digo que deveria ser eleita "presidente de todos os estrangeiros" aqui residentes. Digo isso porque ela e' uma "mae" para todos e uma lider natural.

- Bibiana, 18, nascida em Porto Rico, filha de mae cubana e pai grego, criada ate' os sete anos na Grecia. Sem exagerar muito, da' para dizer que ela e', "the smartest kid in the world"(a jovem mais inteligente do mundo) ou mesmo "a much improved younger female version of me" (uma versao feminina mais jovem e muito melhorada e mim), tao espantoso o prodigio intelectual da jovem. So' nao sei bem se, com uma afirmacao dessas, estou sendo modesto ou imodesto... :o

Os estadunidenses "tipicos", por sua vez, nao parecem ter muito a dizer a respeito da maioria dos assuntos. Culpa da cultura de massa, imagino. Ha' excessoes, logicamente.
Conversar em ingles, no entanto, e' deveras cansativo e, quanto mais eu converso, mais cansado estou ao fim do dia. Sem contar que existem certos assuntos que simplesmente nao consigo discutir em ingles (por enquanto, espero... :D). Por exemplo, esses dias eu e Bibiana conversavamos sobre "etica no dia-a-dia" e, mesmo tendo me lembrado do "imperativo categorico" do Kant, nao pude explica-lo adequadamente a ela. :(
Ta' certo que talvez eu tambem me atrapalhasse para explicar isso em portugues, mas, pelo bem da minha auto-estima, finjamos que esse nao e' o caso... ;)
Por hora e' so'!
Xau-xau, pessoal! ;)

Um comentário:
coitada de mim...1000 doláres, se eu tiver sorte pq até agora n recebi nada...tô fudida mesmo....
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